Dia dos Namorados: por que nos dizemos românticos?

O uso da palavra “romantismo” e seus derivados, em literatura, remonta ao século XVII na França e na Inglaterra, como referência a narrativas de origem medieval que contavam histórias de heroísmo, aventuras e amor. Na Alemanha, desde o início do século XVIII, a valorização do passado histórico, das baladas populares, a religiosidade e outros elementos carregados de subjetividade davam o tom do texto literário. O termo “romance” foi, então, usado correntemente no século XVIII e no século XIX para designar a literatura feita à semelhança dos textos medievais na atmosfera e nos tipos utilizados.

Os românticos enxergam a poesia como uma maneira de expressar o “eu” do ser humano. O Romantismo era a libertação do clássico e a transformação estética, onde o sentimento, imaginação, emoção e sensibilidade, tomavam o lugar da razão. O temperamento romântico é caracterizado pelo “eu” e pela melancolia, já o temperamento clássico se caracteriza pela razão, pelo mundo e pelo colorido.

Com toda essa mudança radical, surge assim o nacionalismo, abrindo portas para o movimento romântico, onde a volta para a Idade Média prevalecia, e no Brasil voltava-se para o Indianismo e Nacionalismo.

É em meio a todo esse exagero sentimental que as palavras “romance“ e “romantismo” tomam o uso popular que têm hoje, relacionadas a caso amoroso. O Dia dos Namorados é uma data essencialmente inspirada no lirismo e na exposição exagerada dos sentimentos. Declare o seu amor!

 

Quer saber mais sobre a origem do Romantismo?


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Colaboração de Paula Miguel, assessora especialista em Língua Portuguesa da Editora Moderna.

apoioportugues@moderna.com.br

Fontes: http://eternamenteliteratura.blogspot.com/

http://conversadeportugues.com.br/tag/romantismo/

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