Agatha Christie: a Rainha do Crime

Published by Katia Dutra on janeiro 12th, 2012

Boa tarde, pessoal

Como vocês estão?

Os romances policiais sempre despertaram interesse dos leitores. Seja pela descoberta de criminosos que se escondem atrás de pessoas comuns, ou pela observação e pelos detalhes do cenário de um crime. Atualmente, séries de TV exploram muito bem esse tema e a evolução de técnicas forenses e de perícia permite que o detalhamento das investigações criminais seja feito com maestria pelas emissoras de televisão. Mas como isso começou?

Na verdade, o destaque das histórias policiais está ligada à curiosidade humana. “Todos nós temos segredos” ou “o que você faz quando ninguém te vê fazendo” são frases que ouvimos costumeiramente. Baseados nisso, diversos escritores passaram a se interessar pela criação de detetives, crimes e cenários. Ao longo da história da Literatura mundial temos diversos exemplos. Tomaremos como exemplo a Inglaterra que, por exemplo, tem dois exemplos claros de escritores de romances policiais que ficaram mundialmente famosos: Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes; e a nossa homenageada de hoje, Agatha Christie.

A Rainha do Crime, Dama do Mistério ou Deusa do Suspense nasceu em  15 de setembro de 1890, em Torquay, na Inglaterra, sob o nome Agatha May Clarissa Miller. Muito observadora, sempre teve curiosidade aguçada e sentia-se muito à vontade quando estava a sós com sua imaginação. Foi por se sentir tão bem escrevendo e criando que construiu um legado de 78 romances, 12 peças de teatro e seis contos, estes últimos com o pseudônimo de Mary Westmacott. Ao todo vendeu mais 4 bilhões de exemplares, sendo superada somente pela Bíblia e por Shakespeare, sendo que os dois empatam em número de exemplares vendido e só é superada por seu conterrâneo por ter mais obras (Shakespeare publicou apenas 44 obras).

Até hoje, Agatha Christie é um fenômeno global. Suas obras estão sempre sendo reeditadas, adaptadas a novos formatos de mídias, estão no cinema, na televisão e no teatro. Entre seus livros mais famosos são “O Misterioso Caso de Styles”“Assassinato de Roger Ackroyd”“O Caso dos Dez Negrinhos”“Um Crime Adormecido”“Caio o Pano” e “Assassinato no Expresso do Oriente”.

Há exatos 36 anos, em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos, a escritora faleceu de causas naturais, em Cholsey, na Inglaterra com uma fortuna estimada em 20 milhões de dólares, conquistada ao longo de sua carreira. Todavia, o que a torna tão interessante é que apesar de toda a fama e riqueza, Agatha sempre se manteve desconfiada e insegura em muitas situações sociais. Sentia-se eternamente feliz quando estava criando, escrevendo ou quando passava horas e mais horas conversando com seus personagens, imaginando como solucionariam seus crimes.

“Seria divertido escrever uma história de detetive”

Era dessa forma que Agatha Christie explicava como teve a ideia de começar a escrever romances policiais.

Como dissemos acima, o nome de batismo de Agatha era Agatha May Clarissa Miller. Ela mudaria para Agatha Christie em 1914, ao se casar com o coronel britânico Archibald Christie, com quem teve sua única filha, Rosalind Christie. A partir disso, assumiria o sobrenome pelo resto de sua carreira. Em 1928, Agatha Christie se divorcia do coronel Archibald e embarca para o Oriente Médio. Durante a viagem, ela conheceu Max Mallowan, um arqueólogo 14 anos mais novo que ela e que viria a ser seu segundo marido. Sob a influência de Max e os conhecimentos que adquiriu em suas viagens, Agatha escreveu famosos romances como Assassinato no Expresso Oriente (1934), Morte na Mesopotâmia (1936), Morte no Nilo (1937) e o intrigante Encontro com a Morte(1938).

O conhecimento de venenos e artefatos que utiliza em seus romances foi adquirido durante a Primeira Guerra Mundial, quando a autora trabalhou na farmácia de um hospital. Foi nessa época também que teve contato com um grupo de refugiados belga, que seria a fonte de inspiração para a criação de Hercule Poirot. 

Outro destaque das obras de Agatha Christie é a linguagem utilizada. Simples, objetivos e descritivos, os livros são bastante atuais, independente da idade dos leitores. Se não fossem alguns elementos paisagísticos ou detalhes da vida cultural (trajes, transportes), seria muito difícil distinguir a época em que os livros foram escritos. Além disso, as histórias são recheadas de enredos bem elaborados, coincidências, pistas falsas e observações minuciosas sobre as fraquezas humanas.

Conheça mais sobre os detetives de Agatha Christie:

 

Agatha christie (3)

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Além de filmes e séries de TV, atualmente, os detetives de Agatha Christie também  podem ser vistos em versão anime. A versão ainda não foi transmitida em terras brasileiras, mas quem quiser conferir, já há versões traduzidas para o inglês:



 



One Response

  1. [...] Blog: Blog do PNLD Post: Agatha Christie: a Rainha do Crime Até hoje, Agatha Christie é um fenômeno global. Suas obras estão sempre sendo reeditadas, [...]


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