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Como vocês estão?
Os romances policiais sempre despertaram interesse dos leitores. Seja pela descoberta de criminosos que se escondem atrás de pessoas comuns, ou pela observação e pelos detalhes do cenário de um crime. Atualmente, séries de TV exploram muito bem esse tema e a evolução de técnicas forenses e de perícia permite que o detalhamento das investigações criminais seja feito com maestria pelas emissoras de televisão. Mas como isso começou?
Na verdade, o destaque das histórias policiais está ligada à curiosidade humana. “Todos nós temos segredos” ou “o que você faz quando ninguém te vê fazendo” são frases que ouvimos costumeiramente. Baseados nisso, diversos escritores passaram a se interessar pela criação de detetives, crimes e cenários. Ao longo da história da Literatura mundial temos diversos exemplos. Tomaremos como exemplo a Inglaterra que, por exemplo, tem dois exemplos claros de escritores de romances policiais que ficaram mundialmente famosos: Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes; e a nossa homenageada de hoje, Agatha Christie.
A Rainha do Crime, Dama do Mistério ou Deusa do Suspense nasceu em 15 de setembro de 1890, em Torquay, na Inglaterra, sob o nome Agatha May Clarissa Miller. Muito observadora, sempre teve curiosidade aguçada e sentia-se muito à vontade quando estava a sós com sua imaginação. Foi por se sentir tão bem escrevendo e criando que construiu um legado de 78 romances, 12 peças de teatro e seis contos, estes últimos com o pseudônimo de Mary Westmacott. Ao todo vendeu mais 4 bilhões de exemplares, sendo superada somente pela Bíblia e por Shakespeare, sendo que os dois empatam em número de exemplares vendido e só é superada por seu conterrâneo por ter mais obras (Shakespeare publicou apenas 44 obras).
Até hoje, Agatha Christie é um fenômeno global. Suas obras estão sempre sendo reeditadas, adaptadas a novos formatos de mídias, estão no cinema, na televisão e no teatro. Entre seus livros mais famosos são “O Misterioso Caso de Styles”, “Assassinato de Roger Ackroyd”, “O Caso dos Dez Negrinhos”, “Um Crime Adormecido”, “Caio o Pano” e “Assassinato no Expresso do Oriente”.
Há exatos 36 anos, em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos, a escritora faleceu de causas naturais, em Cholsey, na Inglaterra com uma fortuna estimada em 20 milhões de dólares, conquistada ao longo de sua carreira. Todavia, o que a torna tão interessante é que apesar de toda a fama e riqueza, Agatha sempre se manteve desconfiada e insegura em muitas situações sociais. Sentia-se eternamente feliz quando estava criando, escrevendo ou quando passava horas e mais horas conversando com seus personagens, imaginando como solucionariam seus crimes.
“Seria divertido escrever uma história de detetive”
Era dessa forma que Agatha Christie explicava como teve a ideia de começar a escrever romances policiais.
Como dissemos acima, o nome de batismo de Agatha era Agatha May Clarissa Miller. Ela mudaria para Agatha Christie em 1914, ao se casar com o coronel britânico Archibald Christie, com quem teve sua única filha, Rosalind Christie. A partir disso, assumiria o sobrenome pelo resto de sua carreira. Em 1928, Agatha Christie se divorcia do coronel Archibald e embarca para o Oriente Médio. Durante a viagem, ela conheceu Max Mallowan, um arqueólogo 14 anos mais novo que ela e que viria a ser seu segundo marido. Sob a influência de Max e os conhecimentos que adquiriu em suas viagens, Agatha escreveu famosos romances como Assassinato no Expresso Oriente (1934), Morte na Mesopotâmia (1936), Morte no Nilo (1937) e o intrigante Encontro com a Morte(1938).
O conhecimento de venenos e artefatos que utiliza em seus romances foi adquirido durante a Primeira Guerra Mundial, quando a autora trabalhou na farmácia de um hospital. Foi nessa época também que teve contato com um grupo de refugiados belga, que seria a fonte de inspiração para a criação de Hercule Poirot.
Outro destaque das obras de Agatha Christie é a linguagem utilizada. Simples, objetivos e descritivos, os livros são bastante atuais, independente da idade dos leitores. Se não fossem alguns elementos paisagísticos ou detalhes da vida cultural (trajes, transportes), seria muito difícil distinguir a época em que os livros foram escritos. Além disso, as histórias são recheadas de enredos bem elaborados, coincidências, pistas falsas e observações minuciosas sobre as fraquezas humanas.
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