Boa tarde, amigos modernos.
Muito tem se comentado sobre o bullying nas escolas. Crianças de todo o mundo já sofreram com intimidações, comportamentos agressivos e humilhações. Quem nunca sofreu, provavelmente, conhece alguém que tenha sofrido.
O termo em inglês remete à palavra bull que é utilizada para descrever os típicos valentões da escola dos filmes adolescentes de Hollywood. Mas, apesar de ser bastante comum nas escolas, o bullying já ultrapassou os muros da escola e, como quase tudo em nossas vidas, chegou ao mundo virtual.

O cyberbullying já não é mais a brincadeira com o colega que tem o nariz torto ou alguns quilinhos a mais. A situação é mais séria do que parece e já há casos entre professores, alunos, e colegas de turma. O grande problema é que, na internet, esses insultos passam a ser multiplicados rapidamente e contribuem para contaminar outras pessoas que conhecem a vítima, criando uma rede perigosa de humilhações.
A (des)vantagem do anonimato
Diferente do bullying, o cyberbullying tem como principal diferença o anonimato aos agressores. É muito fácil criar um perfil fake para difamar alguém nas redes sociais. Qualquer pessoa pode criar um email, postar um vídeo, montar um blog e compartilhar um link rapidamente. Por isso, os insultos podem assumir formas de ofensas, perseguições, rumores, boatos maldosos e imagens forjadas sobre a vítima.

Muitos se enganam ao pensar que o anonimato na Internet é absoluto. Ao contrário, todos os computadores estão conectados através de um número de IP que rastreia a localização dos posts. Além disso, mesmo que o agressor retire as postagens, a vítima pode reunir diversas provas com screenshots de mensagens ofensivas.
Como identificar agressor e vítima na escola?

Vale lembrar que não existe um tipo de perfil para o cyberbullying. Isso quer dizer que mesmo o aluno que não é “valentão” do colégio pode cometer o crime. Outra coisa importante é que a maioria das escolas não permite o acesso a sites de relacionamento e chats em suas dependências. Logo, a maior parte das ações de cyberbullying acontece em casa.
Os professores devem orientar os pais a acompanhar de perto o comportamento dos filhos na internet. Afinal de contas, gostar da sensação de humilhar alguém não é saudável para qualquer pessoa. Caso os pais detectem que seu filho está sofrendo esse tipo de intimidação deve sim ajudá-lo a lidar com a situação e, se preciso, procurar um especialista.
Hoje, a legislação brasileira já prevê punições para este tipo de crime. Caso seja confirmado, o cyberbullying pode render ao praticante processo de calúnia e difamação, obrigando os responsáveis a pagar consideráveis indenizações.
Veja alguns números do Cyberbullying no mundo. (Infelizmente o infográfico está em inglês, mas os valores são referentes à internet no mundo todo).

Source: OnlineCollege.org
Saiba mais
O movimento Criança mais segura busca educar, capacitar e conscientizar sobre o uso ético, seguro e legal da tecnologia, junto a pais, filhos e professores é o grande desafio da era digital e a missão do Movimento “Criança mais Segura na Internet. Sendo uma ação de Responsabilidade Social Digital, o Movimento visa a formação de USUÁRIOS DIGITALMENTE CORRETOS. Entre em contato com a equipe do movimento para agendar uma palestra na sua escola.
Selecionamos alguns vídeos para vocês conhecerem um pouco mais sobre o trabalho que a instituição faz pelas crianças de todo o Brasil:
A Editora Moderna indica o livro Bullying – Mentes perigosas nas escolas, da autora Dra. Ana Beatriz Barbosa, publicado pela Editora Fontanar.
No livro, a psicóloga faz uma análise profunda sobre um dos tipos de violência cada vez mais noticiado, que precisa com urgência ser combatido. “Além de os bullies (os agressores) escolherem um aluno-alvo que se encontra em franca desigualdade de poder, geralmente este também já apresenta uma baixa autoestima. A prática de bullying agrava o problema preexistente, assim como pode abrir quadros graves de transtornos psíquicos e/ou comportamentais que, muitas vezes, trazem prejuízos irreversíveis.”





