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Boa tarde, pessoal. O dia 16 de abril de 1984 foi histórico para o Brasil. Nesta data, 1,3 milhões de pessoas se reuniam na Praça da Sé, em São Paulo, pedindo por eleições democráticas. Aliás, durante todo aquele ano, cidadãos de todas as partes do país se mobilizavam a favor das eleições presidenciais para a [...]
Boa tarde, pessoal.
No último mês de dezembro, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação completou 50 anos de aprovação. De lá até aqui, muitas coisas mudaram: as técnicas de aprendizagem, a inclusão educacional, o papel do professor, a capacitação profissional, formas de relacionamento, o acesso as informações, entre outras. Não restam dúvidas de que os 96 artigos regulatórios são fundamentais para o andamento do sistema de ensino do país.
A grande questão é a prática desses artigos, principalmente na escola pública, que ainda é falha. O que mais preocupa a sociedade como um todo é que mesmo sendo atual e bem elaborada, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação ainda não consegue garantir que a educação pública seja para todos, conforme estabelecido na Constituição de 1988. Os motivos são diversos e vão desde a falta de recursos financeiros até o interesse cada vez menor pela profissão de educador/professor.
Implantada em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases direcionou os nossos passos rumo a uma educação mais humanista. Até então, os alunos eram avaliados com critérios extremos. Assim, caso não chegassem aos objetivos da série, eles eram automaticamente reprovados, sem novas chances. A LDB deu, por exemplo, a opção da recuperação, do segundo período, e, até mesmo, da DP (dependência).
Nas décadas de 60 e 70, a escola pública era considerada modelo, mas a relação entre professores e alunos era fria: professor ensina e aluno aprende. Sem questionamentos. A escola ensinava a disciplina e o conteúdo, mas não se preocupava com o desenvolvimento cognitivo dos alunos e nem os incentivava a manifestarem suas opiniões. Desta forma, saímos de uma escola displinadora e excludente, para um modelo educacional progressista, porém ainda com muitas falhas.
Histórico: do Conservadorismo da ditadura ao liberalismo da democracia
Foram exatos 13 anos de debate para chegar ao primeiro texto da Lei de Diretrizes e Bases. Prevista pela Constituição de 1934, a LDB foi pioneira em regularizar os sistemas educacionais do Brasil, tratando de itens fundamentais como a formação e capacitação docente e a instauração e regulamentação dos conselhos estaduais de Educação.
A partir do seu estabelecimento, muitos artigos foram reescritos e novas leis foram incluídas. A ideia de recuperação e dependência escolar foi implantada somente em 1971, quando o então presidente Emílio Garrastazu Médici sancionou as mudanças.
Mais tarde, em 1996, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assinou a nova Lei de Diretrizes e Bases, bem parecida com a que temos hoje. O documento, que demorou seis anos para ficar totalmente pronto, tornou a política educacional mais centralizada. Aqui vale a pena observar que as modificações eram necessárias, já que a mentalidade da sociedade brasileira era outra pós-ditadura e o movimento das Diretas Já. Além disso, com a implantação do Plano Real, a economia brasileira começou a se estabilizar, o que permitiu ao governo FHC começar a pensar em estabelecer novas metas à LDB, considerada bastante obsoleta na época.
Após isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação ganhou mais três emendas: em 2001, com a sanção da primeira lei do Plano Nacional da Educação (PNE); em 2009, que estabeleceu a matrícula para jovens de 4 a 17 anos e a obrigatoriedade da oferta de vagas; e, em 2010, que tornou obrigatório o ensino das artes e suas expressões regionais obrigatório na grade escolar.
A evolução das nomenclaturas
Fazendo comparações simples nos documentos, podemos ver algumas diferenças importantes. Uma delas está na nomenclatura dos públicos. Se no texto original em 1961 se falava da Educação de excepcionais, na Constituição Federal de 1988, a denominação já é “portadores de deficiência”. Em 1996, a mudança foi para “educandos portadores de necessidades especiais” e, na resolução de 2011, do Conselho Nacional de Educação (CNE), “educandos com necessidades educacionais especiais”.
Claro que a denominação no documento não é a questão mais importante. Todavia, é importante observar que os textos da LDB, de fato, evoluíram para nomenclaturas mais inclusivas. Neste cenário, o principal é a preocupação com o atendimento especializado para pessoas portadoras de necessidades especiais. As escolas precisam ser inclusivas, mas o governo também precisa garantir a infraestrutura necessária e a capacitação docente. O mais importante é vivenciar as diferenças e aprender a lidar com elas na prática e não na teoria.
E você, professor, o que pensa sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação?

Saiba mais
Desde sua fundação, em 1968, a Editora Moderna tem o compromisso com a qualidade da educação brasileira. Assim, entre as ações desenvolvidas, mantém parcerias com entidades e organizações públicas ou não-governamentais para a publicação de obras relevantes para o progresso educacional do país. Nos últimos anos, em parceria com a Fundação Santillana, apoiou a publicação, edição e distribuição gratuita de livros que contribuem para a formação, reflexão e fomento de políticas públicas na área de educação.
Os textos escritos por especialistas agora estão disponíveis em versão digital. A comunidade acadêmica, jornalistas, servidores públicos, estudantes e professores podem consultar, ler, imprimir e compartilhar este conhecimento que é de todos, e está a serviço da melhoria da qualidade da educação brasileira. Confira:
Bom dia a todos.
A globalização diminui distâncias. Estamos 24h por dia conectados a qualquer parte do mundo. Quando se pensa em produção global, matérias-primas e produtos fabricados circulam por todo o planeta o tempo todo. Por conta das técnicas e aparatos inventados e aperfeiçoados ao longo dos anos é possível adquirir um tênis feito com matérias-primas da África do Sul, fabricação em Taiwan, embalagem e etiqueta de uma marca norte-americana e comercialização no Brasil.
O cenário mundial que temos hoje exige que fábricas privadas e governos de diferentes origens estejam alinhados. É preciso estabelecer relações próximas com os países que interferem na economia e que levantem recursos para a região, aumentando a demanda e elevando as taxas de consumo e, por consequência, o lucro. Foi com esse pensamento que governos de todo o mundo participam e criam blocos econômicos regionais.
Aqui na América do Sul, temos, por exemplo, o Mercosul – abreviação para Mercado Comum do Sul. Constitui-se de um bloco econômico entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai que entrou em vigor com a assinatura do Tratado de Assunção , em 1991, e foi posto em prática em 1995. Mais tarde, em 2006, a Venezuela também se tornou membro permanente, mas por enquanto, isso não vem ao caso.
A verdade é que a formação de um bloco econômico, com vantagens aduaneiras e redução de tarifas alfandegárias, precisa de bastante tempo e pequenos tratados que demonstrem a real intenção dos países envolvidos em atuarem juntos mundialmente. Com o Mercosul, não poderia ter sido diferente.
Há exatos 23 anos, Brasil e Argentina fechavam o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, e davam o primeiro passo para a criação do Mercosul, anos mais tarde. O primeiro grande ponto a ponderar é que Brasil e Argentina foram os pilares para formação do bloco econômico.
Diretrizes do acordo
Naquele 29 de novembro, em 1988, José Sarney e Raúl Alfonsín, então presidentes do Brasil e da Argentina, respectivamente, se reuniam em Buenos Aires para definir as diretrizes do pacto. Ambos concordavam que chegaria a hora de “criar um mercado comum” e que aquele era o primeiro passo.
Dessa forma, foram definidas como diretrizes básicas:
Saiba mais
Quem tiver curiosidade de conhecer todos os detalhes legais do Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento pode conferir, aqui.
No Portal Moderna Digital, você pode acessar o conteúdo digital sobre a formação de Megablocos:
Boa tarde a todos
A capoeira é uma arte marcial ou dança com elementos de origem africana trazidos para o Brasil pelos escravos no século XVI, quando ainda éramos colônia portuguesa. A dança tornou-se popular por aqui e foi sendo passada geração após geração até se tornar uma dança típica no nosso país.
Uma das pessoas que colaborou (e muito) na popularização da capoeira no século XX foi Manoel dos Reis Machado, que ficou conhecido como Mestre Bimba. Nascido em 23 de novembro de 1900, há exatos 111 anos, Mestre Bimba foi o criador da chamada capoeira regional, cujo nome original era Luta Regional Baiana. Manoel dos Reis Machado faleceu em 05 de fevereiro de 1974, aos 73 anos.
Que tal conhecer um pouco mais da história dessa dança tão típica e do nosso homenageado de hoje?
Capoeira: chegada e popularização
Como nós sabemos, a mão de obra africana foi muito utilizada nas lavouras e nos engenhos de cana-de-açúcar. Quando chegavam às senzalas, os africanos eram reunidos sem nenhum tipo de separação regional. Desta forma, os senhores de engenho misturavam indivíduos de culturas diferentes como forma de conter qualquer tipo de rebelião.
Outra coisa importante para o surgimento da capoeira foi a repreensão enfrentada pelos negros. Era estritamente proibido qualquer tipo de briga ou luta dentro das senzalas. Assim, para burlar os olhos dos capatazes e capitães-do-mato, os africanos utilizavam os ritmos de suas músicas e os movimentos da dança africana para criar um novo tipo de luta sem contato físico direto. Foi dessa forma que nasceu a capoeira, uma arte marcial de resistência cultural e física dos escravos.
O nome capoeira se refere aos locais onde a arte marcial era praticada: grandes galpões e campos chamados de capoeira ou capoeirão. As músicas que acompanham têm origem nos rituais religiosos africanos que são tocadas em instrumentos de percussão e que motivam a ginga, os saltos e a mobilidade dos participantes.
Por ser uma arte africana, a capoeira foi proibida no Brasil de 1890 até 1937, quando Mestre Bimba apresenta a dança, ao então presidente, Getúlio Vargas. Conta-se que Vargas ficou tão impressionado com os ritmos, movimentos e com a história da capoeira que a elevou a esporte nacional do Brasil.
Mestre Bimba e a capoeira regional
Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, nascido na Bahia e de origem angolana, era um homem alto, forte e valente. Nascido em 1900, 12 anos após a abolição da escravidão no Brasil, aprendeu a jogar capoeira nas rodas clandestinas dos subúrbios de Salvador, já que a dança era proibida peloCódigo Penal Brasileiro.
Para preservar a cultura africana, Mestre Bimba teve a ideia de reformular a capoeira. Para isso, em 1932, ele funda o Centro de Cultura Física e Regional e inventa um novo método de ensino que juntava algumas técnicas do boxe com o jiu-jitsu, que começava a chegar ao Brasil. Além disso, retirou algumas posições da capoeira africana e criou um código de ética bastante rigoroso que impedia a violência. Para ampliar o sentido de paz do novo estilo, instituiu o uniforme branco, mudou as músicas e vigiou de perto a vida de seus alunos.
Para surpresa de muitos, vários jovens de origem europeia começaram a se interessar pelas aulas do centro. Com a liberação do esporte por Getúlio Vargas, as mulheres começaram a entrar nas rodas de capoeira também.
Confira algumas da regras impostas por Mestre Bimba:
Não beber, e não fumar. Pois os mesmos alteravam o desempenho e a consciência da capoeira.
Evitar demonstrações de todas as técnicas, pois a surpresa é a principal arma dessa arte.
Praticar os fundamentos todos os dias.
Não dispersar durante as aulas.
Manter o corpo relaxado e o mais próximo do seu adversário possível, pois dessa forma o capoeira desenvolveria mais.
Sempre ter boas notas na escola.
Saiba mais
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a história desse ícone da capoeira e incentivador na nossa cultura, vale a pena conferir o documentário “Mestre Bimba: Capoeira Iluminada” e acesse o site oficial de divulgação do filme:
Veja também uma entrevista com Mestre Bimba, em que ele conta a sua história com a capoeira e a relação que teve com o esporte:











