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Mozart: o gênio de 35 anos

Pessoal, boa tarde!

Hoje vamos falar sobre um grande ícone da música que faleceu em 05 de dezembro de 1791: Wolfgang Amadeo Mozart. Austríaco nascido em 27 de janeiro de 1756, em Salzburgo, desde pequeno, Mozart apresentava grande talento musical. Sem dúvida, o estímulo do pai Leopold Mozart, também compositor, ajudou no seu desenvolvimento musical. Por sempre ter convivido com a música em casa, suas primeiras composições foram escritas entre os oito e os dez anos.

Aos sete anos, o pequeno Mozart fez uma viagem pela França e pela Inglaterra junto com o seu pai. Em Londres, o pequeno foi apresentado a Johann Christian Bach, filho de Johann Sebastian Bach, cujas obras já eram famosas na Europa. O encontro fez com que Mozart ficasse mais empolgado para se tornar um grande músico.

Já adolescente, começou a trabalhar como mestre de concerto, compondo missas, sonatas de igreja e serenatas em sua cidade natal. Somente em 1780, Mozart começa a viver das rendas de suas músicas, seja com aulas particulares de piano ou com a publicação de suas obras. Esta seria a década de maior sucesso e ele escreveria grandes sucessos como Idomeneo (1781) e O Rapto do Serralho (1782).

Sua primeira obra, “As bodas de Figaro”, foi composta em 1786, com a ajuda do poeta italiano Lorenzo da Ponte (1749-1838). A partir deste sucesso, Mozart começou a ter seu nome circulando nas principais rodas musicais da Europa, passando a receber inúmeras encomendas. Uma dessas sinfonias compradas foi “Don Giovanni”, escrita em 1788, e considerada a sua obra prima.

Mozart ainda compôs outras duas óperas: “A Clemência de Tito” e “A flauta mágica”, em 1791. A partir da segunda metade da década de 1780, ele começa a enfrentar sérios problemas de saúde e começam a surgir os problemas financeiros. Assim, falece no dia 05 de dezembro de 1791, aos 35 anos de idade. Devido a sua pobreza, foi enterrada em vala comum, sem direito à lápide ou qualquer marca que o identifique.

Curiosidades*

Dança dos nomes

O gênio austríaco passou a vida trocando seus nomes o que acabou confundido até os historiadores. Uns dizem que ele foi batizado como Johannes Chrysostomus Wolfgang Gottlieb Mozart e outros já afirmam que no lugar de “Gottlieb” era “Theophilus” e de “Wolfgang” era “Wolfgangus”. Na verdade, “Theophilus” é a tradução em latim de “Gottlieb” e “Wolfgang” é a versão abreviada de “Wolfgangus”, nome de seu avó materno. Mais tarde, seu pai retirou o “Johannes Chrysostomus” e o próprio Mozart, após sua passagem pela Itália, trocou o “Gottlieb” ou “Theophilus” por “Amadeus” que ainda pode ser encontrado na versão italiana como “Amadeo”.

O mistério do Réquiem

Há muitas lendas em torno da encomenda de um Réquiem feita a Mozart, próximo de sua morte. Em Amadeus, filme de Milos Forman que retrata a vida do músico, a versão contada é a de que Antonio Salieri, um compositor rival, sorrateiramente pediu a obra –por algum tempo, acreditou-se que Mozart havia sido envenenado por ele. Mas segundo os biógrafos do compositor, a missa fúnebre fora encomendada pelo conde von Walsegg-Stuppach, que desejava homenagear a memória da esposa.

Cidadão maçom

Inquieto e, ao mesmo tempo, melancólico, o compositor sempre estava em busca do autoconhecimento. Assim, ele foi para a maçonaria. Em 1784, ele entrou para a ordem como aprendiz e no ano seguinte já era mestre. A adesão foi engajada, como comprova uma série de suas obras de inspiração maçônica, que datam desta época. Inclusive os caçadores de enigmas, até hoje, acreditam que há várias mensagens maçônicas nas sinfonias de Mozart.

Catálogo codificado

As obras de Mozart são identificadas pela letra K., seguida de um número que designa a ordem cronológica das composições. O K. vem do nome de Ludwig von Kochel, que organizou um catálogo das obras de Mozart, publicado em 1862, sob o título de Chronologist-thematisches Verzeichnis samticher Tonwerke W. A. Mozart (Registro cronológico-temático de todas as obras musicais de W. A. Mozart). Em alemão, a sigla é KV. Uma revisão definitiva deste catálogo foi elaborada por Alfred Einstein, em 1937.

Prestígio europeu

Durante a turnê pela Europa, o barão alemão Friedrich Melchior Grimm, residente em Paris e publisher do Correspondance littéraire, manuscrito que circulava para a elite européia por meio de assinaturas, escreveu: “Mozart, que completará sete anos em fevereiro próximo, é um extraordinário fenômeno. É difícil de acreditar o que vemos com nossos olhos e escutamos com nossos ouvidos”. Também impressionados com a performance de Mozart, o Rei George III e a Rainha Charlotte convidaram duas vezes o pequeno gênio para tocar no Palácio Buckingham, em Londres.

*Fonte: Folha Online 

 

Saiba mais

Wolfgang Amadeus Mozart

Coleção Mestres da Música

Autor: Mike Venezia

Ilustração: Mike Venezia

Indicação: 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)

Assunto: Vida e obra de Mozart (1756-1791)

Número de páginas: 32

 

 

 

Por que Santo Antônio é considerado casamenteiro?

Olá,

Passando o fervor dos casais apaixonados, 13 de junho é o dia em que as mulheres solteiras oram para Santo Antônio trazer o amor de suas vidas. Mas você sabe por que Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro?

Batizado de Fernando Bulhões, Santo Antônio era um frade franciscano, nascido em 1195, em Portugal, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália. Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda mulheres a encontrarem um marido por conta da ajuda que dava a moças humildes para conseguirem um dote e um enxoval para o casamento.

Reza a lenda que, certa vez, em Nápoles, havia uma moça cuja família não podia pagar seu dote para se casar. Desesperada, a jovem – ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio – pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel. Obviamente, o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante se lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio haviera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu – entre outras atribuições – a de “O Santo Casamenteiro”.

Outra história que envolve a fama de Santo Antônio é a de que uma moça muito bonita, que havia perdido as esperanças de arranjar um marido, apegou-se a Santo Antônio. Dizem que a mulher adquiriu uma imagem do santo e colocou-a em um pequeno oratório. Todos os dias, a jovem colhia flores e as oferecia a Santo Antônio sempre pedindo que este lhe trouxesse um marido.

Mas, passaram-se semanas, meses, anos… e nada do noivo aparecer.

Então, tomada pelo desgosto e pela ingratidão do santo, ela atira a imagem pela janela. Neste exato momento, passava um jovem cavalheiro que é atingido pela imagem do Santo. Ele apanha a imagem e vai entregar à jovem, que se apaixona por ele e atribui a sua chegada a fé por Santo Antônio.

A partir daí, as moças solteiras que querem casar começaram a fazer orações pedindo ajuda ao santo e cultuando sua imagem. Entre as simpatias mais populares, acredita-se que as jovens devem comprar uma pequena imagem do Santo e tirar o Menino Jesus do colo, dizendo que só o devolverá quando conseguir encontrar o amor, ou ainda, virar o Santo Antônio de cabeça para baixo.  

Para conferir mais simpatias de Santo Antônio, clique aqui.