Bom dia, amigos modernos.
Há alguns dias apresentamos a nova edição da revista Educatrix, destinada a escolas e professores que pensam a Educação e são base para o desenvolvimento dos alunos. Em sua segunda edição, a Educatrix está recheada de reflexões, tendências e sugestões para quem faz a diferença na educação. Hoje, nós vamos falar um pouco mais sobre uma das reportagens exclusivas da versão digital da revista: “Sem a inclusão, não há qualidade”.

A palavra inclusão sempre causa uma estranheza aos gestores escolares e aos envolvidos na educação. “O que é necessário para realizar ações de inclusão com ganhos para todos os estudantes e professores?”. Acredite, o desafio é muito maior que simplesmente dar acesso aos alunos com deficiência à escola. É preciso criar estratégias que garantam um ensino diferente para todos em vez de um ensino diferenciado para alguns alunos.
Rumo a uma nova realidade
Os números da educação no Brasil são positivos. Temos 97% das crianças entre 07 e 14 anos matriculadas no Ensino Fundamental, o que representa mais de 27 milhões de estudantes. Mas quando voltamos o nosso olhar aos 3% restantes, temos cerca de 700 mil crianças fora da escola, sendo que, de acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), aproximadamente um terço delas possui alguma deficiência.
A partir disso, Marie-Pierre Poirier, representante do Unicef, afirmou que “a capacidade demonstrada pelo país de melhorar seus indicadores educacionais nos permite afirmar que é possível universalizar o direito de aprender para todas e cada uma das crianças e adolescentes do Brasil”. Isso tudo quer dizer que a criatividade e o potencial existem no nosso país, mas educadores, gestores, políticos e toda a comunidade precisam arregaçar as mangas e dar mais atenção à questão da inclusão.
O primeiro passo, sem dúvida, é deixa velhos clichês de lado. Práticas como ensino individualizado para os alunos com deficiência, currículos adaptados, avaliação diferenciada, categorização dos alunos pela deficiência e formação de turmas buscando a homogeneização das crianças e adolescentes são falhas e só aumentam mais as diferenças dentro da instituição.
A mudança vem com a igualdade entre todos

O ensino como um todo deve mudar suas formas e não ser diferenciado pelo aluno. Quando a escola muda, os alunos e a comunidade mudam com ela. Assim, se você é gestor, faça com que a aprendizagem seja o eixo motor da sua escola, ou seja, garanta que os alunos tenham o tempo necessário para aprenderem juntos.
Outro ponto que faz diferença é incentivar a formação e capacitação dos professores. Linguagens, formas e conteúdos garantem o desenvolvimento dos alunos. Mas fique atento, não basta o professor exercer a linguagem com as crianças deficientes. É preciso que os outros alunos também aprendam a lidar com as diferenças. Quando todos se comunicam, a inclusão está garantida.
Desperte nos alunos o melhor dele. A criatividade, solidariedade e espírito crítico devem se trabalhados para que todo o corpo estudantil, docente e de funcionários, entenda que as diferenças devem ser tratadas com normalidade. Incentive. Invente. Trabalhe a cidadania.
Saiba mais
Confira a matéria completa na nova edição da revista Educatrix e saiba mais sobre como se preparar para ser um professor inclusivo. Na matéria, selecionamos uma série de cursos gratuitos que ajudam os professores nessa formação inclusiva:
Na reportagem, nós indicamos o livro Atendimento Educacional Especializado – Políticas Públicas e Gestão nos Municípios, escrito por Maria Teresa Eglér Mantoan e Maria Terezinha dos Santos. O livro faz parte da coleção Cotidiano Escolar – Ação Docente que apresenta uma série de livros inovadores que discutem a prática pedagógica inclusiva e orientam a atuação em sala de aula com sugestões específicas de trabalho.
Saiba mais sobre as obras:
Boa tarde, pessoal. No último dia 16 de abril, o Diário Oficial da União publicou a lei que nomeou o educador Paulo Freire como patrono da educação brasileira. O projeto de lei foi aprovado no início de março pela comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em decisão terminativa, por unanimidade e sancionado pela [...]
Boa tarde a todos,
A leitura, sem dúvida, está lado a lado com a educação. Além de fortalecer capacidades mentais, ler é um excelente exercício mental. O Brasil ainda não é um país de leitores. Inclusive, ficamos bem atrás de países vizinhos como Argentina, Uruguai e Chile que incentivam suas crianças a ler desde pequenas. Mas, estamos dando grandes passos em busca de melhores índices de leitura.
O Instituto Pró-Livro (IPL), por exemplo, realiza anualmente a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil em parceria com a equipe do IBOPE Inteligência. Neste ano, os resultados da pesquisa serão apresentados no próximo dia 28 de março, no Seminário de mesmo nome que acontece em Brasília. Em sua terceira edição, o estudo tem como principal objetivo estabelecer o perfil do leitor brasileiro. Durante o evento, o levantamento será apresentado a autoridades, dirigentes, formadores de opinião especialistas e profissionais de órgãos de Educação e Cultura durante o seminário.
Com base nos resultados, todos os órgãos e profissionais poderão nortear seus trabalhos em busca da popularização da prática da leitura em nosso país. A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil estabelece padrões do imaginário coletivo, define preferências e motivações, além de traçar tendências como os livros digitais e os canais de acesso – Internet, bibliotecas públicas digitais.
Como é feita a pesquisa?
A equipe do IBOPE Inteligência visitou mais de cinco mil municípios brasileiros para diagnosticar e traçar o comportamento dos brasileiros em relação à leitura. Dessa forma, os entrevistadores aplicaram um questionário com duração média de 60 minutos. O desenvolvimento do estudo foi realizado sob a coordenação do Instituto Pró-Livro, com apoio da Abrelivros – Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, da CBL – Câmara Brasileira de Livros e do SNEL – Sindicato Nacional dos Editores de Livros e de especialistas convidados responsáveis pela análise dos dados coletados.
Serviço
II Seminário Retratos da Leitura no Brasil
Data e horário: dia 28 de março, das 13h15 às 18h15
Local: Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília
Endereço: SHS Quadra 06, Lote 01, Conjunto A, Setor Hoteleiro Sul
Saiba mais
Quem quiser conferir os resultados da última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o Instituto Pró-livro disponibiliza o material completo em PDF:
Boa tarde, pessoal.
No último mês de dezembro, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação completou 50 anos de aprovação. De lá até aqui, muitas coisas mudaram: as técnicas de aprendizagem, a inclusão educacional, o papel do professor, a capacitação profissional, formas de relacionamento, o acesso as informações, entre outras. Não restam dúvidas de que os 96 artigos regulatórios são fundamentais para o andamento do sistema de ensino do país.
A grande questão é a prática desses artigos, principalmente na escola pública, que ainda é falha. O que mais preocupa a sociedade como um todo é que mesmo sendo atual e bem elaborada, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação ainda não consegue garantir que a educação pública seja para todos, conforme estabelecido na Constituição de 1988. Os motivos são diversos e vão desde a falta de recursos financeiros até o interesse cada vez menor pela profissão de educador/professor.
Implantada em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases direcionou os nossos passos rumo a uma educação mais humanista. Até então, os alunos eram avaliados com critérios extremos. Assim, caso não chegassem aos objetivos da série, eles eram automaticamente reprovados, sem novas chances. A LDB deu, por exemplo, a opção da recuperação, do segundo período, e, até mesmo, da DP (dependência).
Nas décadas de 60 e 70, a escola pública era considerada modelo, mas a relação entre professores e alunos era fria: professor ensina e aluno aprende. Sem questionamentos. A escola ensinava a disciplina e o conteúdo, mas não se preocupava com o desenvolvimento cognitivo dos alunos e nem os incentivava a manifestarem suas opiniões. Desta forma, saímos de uma escola displinadora e excludente, para um modelo educacional progressista, porém ainda com muitas falhas.
Histórico: do Conservadorismo da ditadura ao liberalismo da democracia
Foram exatos 13 anos de debate para chegar ao primeiro texto da Lei de Diretrizes e Bases. Prevista pela Constituição de 1934, a LDB foi pioneira em regularizar os sistemas educacionais do Brasil, tratando de itens fundamentais como a formação e capacitação docente e a instauração e regulamentação dos conselhos estaduais de Educação.
A partir do seu estabelecimento, muitos artigos foram reescritos e novas leis foram incluídas. A ideia de recuperação e dependência escolar foi implantada somente em 1971, quando o então presidente Emílio Garrastazu Médici sancionou as mudanças.
Mais tarde, em 1996, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assinou a nova Lei de Diretrizes e Bases, bem parecida com a que temos hoje. O documento, que demorou seis anos para ficar totalmente pronto, tornou a política educacional mais centralizada. Aqui vale a pena observar que as modificações eram necessárias, já que a mentalidade da sociedade brasileira era outra pós-ditadura e o movimento das Diretas Já. Além disso, com a implantação do Plano Real, a economia brasileira começou a se estabilizar, o que permitiu ao governo FHC começar a pensar em estabelecer novas metas à LDB, considerada bastante obsoleta na época.
Após isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação ganhou mais três emendas: em 2001, com a sanção da primeira lei do Plano Nacional da Educação (PNE); em 2009, que estabeleceu a matrícula para jovens de 4 a 17 anos e a obrigatoriedade da oferta de vagas; e, em 2010, que tornou obrigatório o ensino das artes e suas expressões regionais obrigatório na grade escolar.
A evolução das nomenclaturas
Fazendo comparações simples nos documentos, podemos ver algumas diferenças importantes. Uma delas está na nomenclatura dos públicos. Se no texto original em 1961 se falava da Educação de excepcionais, na Constituição Federal de 1988, a denominação já é “portadores de deficiência”. Em 1996, a mudança foi para “educandos portadores de necessidades especiais” e, na resolução de 2011, do Conselho Nacional de Educação (CNE), “educandos com necessidades educacionais especiais”.
Claro que a denominação no documento não é a questão mais importante. Todavia, é importante observar que os textos da LDB, de fato, evoluíram para nomenclaturas mais inclusivas. Neste cenário, o principal é a preocupação com o atendimento especializado para pessoas portadoras de necessidades especiais. As escolas precisam ser inclusivas, mas o governo também precisa garantir a infraestrutura necessária e a capacitação docente. O mais importante é vivenciar as diferenças e aprender a lidar com elas na prática e não na teoria.
E você, professor, o que pensa sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação?

Saiba mais
Desde sua fundação, em 1968, a Editora Moderna tem o compromisso com a qualidade da educação brasileira. Assim, entre as ações desenvolvidas, mantém parcerias com entidades e organizações públicas ou não-governamentais para a publicação de obras relevantes para o progresso educacional do país. Nos últimos anos, em parceria com a Fundação Santillana, apoiou a publicação, edição e distribuição gratuita de livros que contribuem para a formação, reflexão e fomento de políticas públicas na área de educação.
Os textos escritos por especialistas agora estão disponíveis em versão digital. A comunidade acadêmica, jornalistas, servidores públicos, estudantes e professores podem consultar, ler, imprimir e compartilhar este conhecimento que é de todos, e está a serviço da melhoria da qualidade da educação brasileira. Confira:
Bom dia, pessoal!
Para comemorar o Dia Mundial das Redes Sociais, que aconteceu no último dia 30, levantamos um mapa do uso da internet no Brasil.
Segundo a pesquisa TIC Domícilios 2010, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, estima-se que 7 em cada 20 casas possuem computador e cada 6 casas possuem conexão com internet. A previsão é de que o número de computadores ligados à rede se iguale, visto que o número de aquisições de serviços como banda larga tem crescido constantemente.
A pesquisa apontou também que o usuário brasileiro prioriza a comunicação quando está conectado.
Redes Sociais na Educação
A internet é, sem dúvida, a fonte mais fácil para levantamento de dados ou pesquisas superficiais. Facilita e muito o trabalho dos educadores e dinamiza a comunicação entre alunos e professores.
As redes sociais têm surgido também como uma maneira de otimizar esta relação de aprendizado e desenvolver habilidades interdisciplinares. Sendo assim, esses educadores e alunos usam algumas redes para trocar experiências, avaliações e conteúdos com informações de aprendizagem em todos os níveis de estudos.
As redes sociais podem ser usadas de inúmeras maneiras, tais como: criar comunidades de aprendizagem para a escola, classe ou disciplina; compartilhar informações e ideias com outros educadores; gerar um relacionamento didático e dinâmico entre profissionais da área etc.
Veja alguns sites que proporcionam boas práticas:
- Pré-vestibular colaborativo
- Aprendendo Física
- Portal do Professor
- Fóruns EJA Brasil
- Criança e Adolescente no Parlamento
Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo










