Bom dia, pessoal.
A história mundial é marcada por inúmeros conflitos armados. Há exatos 97 anos, o que até então era uma batalha política e territorial entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia tornar-se-ia a “Grande Guerra” entre os países europeus, que se estendeu às suas colônias e aliados.
Há alguns anos, os sérvios, apoiados pela Rússia, lutavam pela dominação do Império Austro-Húngaro, aliado da Alemanha. Porém, o estopim da intervenção mundial foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, cometido por um nacionalista sérvio, em Sarajevo.
Com a morte de Ferdinando, o Império Austro-Húngaro, insatisfeito com as medidas tomadas pela Sérvia em relação ao crime, declara guerra à Sérvia e à Rússia. Foi o bastante para que o sentimento de guerra reprimido até então tomasse conta da Europa. Desta forma, formaram-se dois blocos antagônicos: a Tríplice Aliança, formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália (que entraria na guerra mais tarde); e a Tríplice Entente, composta por França, Reino Unido e Rússia.
A Rússia, defensora dos países eslavos, proclamou a mobilização geral, enquanto a Alemanha, que havia prometido apoio a seus aliados em caso de conflito com a Rússia, enviou um ultimato a este país e outro a França, como advertência e, mais tarde, a declarou guerra a ambos os países. Além desses países, suas colônias também participaram da guerra, resultando a participação de 32 países.
Contexto Histórico
A morte do arquiduque, na verdade, serviu de pretexto para expressar uma rivalidade que vinha desde 1871, quando o II Império Alemão começa a ganhar força e emergir como potência política e econômica. Até mesmo por conta desta relevância política, Alemanha e Itália estavam insatisfeitas por terem ficado de fora da partilha da África e da Ásia, ocorrida no final do século XIX. França e Inglaterra acabaram dominando as duas regiões e aumentando muito a exploração dessas colônias, ricas em matérias-primas e com um novo mercado consumidor. A concorrência comercial e a disputa por mercados eram evidentes.
Paralelo a isso, todas as potências mundiais investiam em poder bélico, o que mais tarde ficou conhecido como corrida armamentista. Neste sentido, fica claro que os países europeus já esperavam por conflitos armados, o que gerava medo e apreensão e também motiva o armamento, cada vez mais pesado.

Os impérios de origem germânica queriam se unir em uma única nação e o mesmo acontecia com os impérios eslavos. Esse conflito pela unificação e definição de territórios teria dado início aos conflitos entre Sérvia (eslava) e o Império Austro-Húngaro (germânico).
Outra questão apontada pelos historiadores como um dos motivos para a rivalidade entre os blocos é a conquista da região da Alsácia-Lorena pela Alemanha. No fim do século XIX, o território, rico em matérias-primas, estava sob domínio da França e, fora perdido durante a Guerra Franco Prussiana, o que, sem dúvida, deixou os franceses bastante irritados.
Por conta de todos esses motivos, iniciava-se a Primeira Guerra Mundial:
Na coleção Moderna Plus, os autores Alexandre Alves e Letícia Fagundes de Oliveira fazem um parâmetro da Primeira Guerra Mundial e utilizam o texto de “Impérios em rota de colisão”, de Osvaldo Coggiola, para contextualizar o que acontecia na Europa para motivar a Primeira Guerra Mundial.
Assista também ao filme O Último Batalhão , que conta a histórias das batalhas de trincheiras
O Último Batalhão (2001)
Título original: (The Lost Batallion)
Direção: Russell Mulcahy
Duração: 100 min
Gênero: Guerra
Sinopse: 1917. Durante a 1ª Guerra Mundial os americanos se uniram aos franceses e britânicos para ajudar a combater os exércitos alemães. Um batalhão americano comandado pelo major Charles White Whittlesey (Rick Schroder), que apesar de ter a patente de major não era um militar e sim um advogado, se vê em sérias dificuldade em 1918, na França, mais exatamente no setor Meuse-Argonne. Robert Alexander (Michael Brandon), o general que comandava os batalhões na região, queria tanto ocupar aquele setor que aceitava o fato de que um ataque naquelas condições provocaria várias baixas. Whittlesey considerava isto um total suicídio, mas o general lhe promete apoio e diz que tropas francesas vão apoiar os flancos. Só que o general não deu apoio a Whittlesey e não haviam tropas francesas ali, o que faz com que os americanos logo fiquem cercados pelos alemães.
Bom dia, pessoal!
O século XX foi marcado por uma série de conflitos armados de independência e lutas contra governos autoritários. Um exemplo dessas batalhas bélicas foi a Revolução Russa, que modificou toda a estrutura da região do Leste Europeu.
Nesta época, a Rússia vivia em um regime czarista de Nicolau II, bastante parecido com o absolutismo europeu de dois séculos antes. Era um país de economia atrasada e quase totalmente dependente da agricultura, sendo 80% de sua economia estava concentrada na produção de produtos agrícolas. A condição de vida dos trabalhadores rurais era de extrema miséria e os trabalhadores urbanos estavam extremamente insatisfeitos com os altos impostos que mantinham a base czarista.
Em 1905, Nicolau II comanda o episódio que ficou conhecido como Domingo Sangrento. O exército czarista fuzila milhares de manifestantes, incluindo os marinheiros do encouraçado de Potenkim. Muitos historiadores atribuem esse evento à formação do partido bolchevique, formado pelos trabalhadores russos e liderado por Lênin.
A situação interna foi bastante agravada com a entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial, em 1914. Faltavam alimentos, empregos e as condições de vida eram cada vez piores. A corrida armamentista e a disputa de mercados por conta do neocolonismo causaram uma série de problemas civis na península Balcânica.
Cansados das trapalhadas do governo czarista, em 16 de julho de 1917, os bolcheviques iniciam uma série de manifestações contra o governo de Kerensky, que havia substituído o governo do czar Nicolau II. Foi a partir dessas manifestações que, em outubro do mesmo ano, os bolcheviques deram início a Revolução Russa.
Para quem quer saber mais sobre o Domingo Sangrento, vale a pena assistir o filme O Encouraçado Potenkim.
TÍTULO DO FILME: O Encouraçado Potemkin
DIRETOR: Sergei Ensenstein
ELENCO: Alexander Antonov, Vladimir Barsky, Grigory Alexandrov, Marusov, Mikhail Gomorov
ANO DE PRODUÇÃO: 1925
SINOPSE
O Filme retrata a Revolução de 1905 na Rússia Czarista. País atrasado que iniciava seu desenvolvimento industrial graças aos investimentos estrangeiros, possuía um governo autocrático, com o poder centralizado nas mãos do Czar Nicolau II. Apesar de não possuir uma estrutura imperialista, seu comportamento em nível de política externa se assemelhava ao das grandes potencias, ou seja, procurava conquistar mercados, colonizando-os.
Nesse contexto é que encontramos as grandes manifestações da época, como o “Domingo Sangrento”, a formação dos sovietes e a revolta dos marinheiros no porto de Odessa.
Você pode conferir mais sobre as obras no site da Moderna Digital. Lá, os professores podem utilizar o Planejamento Interativo, uma ferramenta pedagógica que traz sugestões detalhadas de conteúdos essenciais de cada capítulo das coleções e a forma como apresentá-los para os alunos.
Para enriquecer ainda mais suas aulas, você encontrará também dicas de materiais multimídia, links interessantes e indicações de slides disponíveis em Powerpoint com as principais imagens de todos os capítulos.
Para o PNLD deste ano, duas coleções da Editora Moderna foram escolhidas para adoção. Vocês podem encontrar mais informações sobre as obras e os conteúdos nos livros indicados:

CONEXÕES COM A HISTÓRIA, de Alexandre Alves e Letícia Fagundes de Oliveira
HISTÓRIA DAS CAVERNAS AO TERCEIRO MILÊNIO, de Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota







