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O adeus de Cora Coralina

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Boa tarde, amigos! Hoje, vamos falar de um das principais poetisas e contistas brasileiras que faleceu em 10 de abril de 1985, há exatos 27 anos. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, popularmente conhecida por seu pseudônimo, Cora Coralina, nasceu em 20 de agosto de 1889, em Goiás. Vinda de uma família tradicional e doceira [...]

Cecília Meireles: 110 anos de vida, 47 anos do adeus

Boa tarde a todos.

Hoje vamos homenagear uma dos mais belos talentos da literatura brasileira. Cecília Meireles nasceu em 07 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Órfã de pai e mãe foi criada por sua avó materna, D. Jacinta Garcia Benevides. Desde pequena conviveu com dramas pessoais, sendo a única sobrevivente de quatro irmãos e tendo que enfrentar o suicídio de seu primeiro marido, o pintor português Fernando Correia Dias, com quem se casou aos 21 anos. Com ele, teve suas “Três Marias”: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada (confira o livro ao lado). Depois do suicídio de Dias, em 1935, Cecília casou-se novamente com o engenheiro Heitor da Silveira Grilo (1940).

Cecília teve duas grandes paixões durante a vida: a educação e a poesia. Sem abdicar da educação primária, em que se especializou, deu aulas de literatura em universidade do Rio de Janeiro e do Texas. Gostava muito de viajar e tinha carinho especial por Portugal e pela Índia, lugares que visitou muito durante a vida.

Há exatos 47 anos, Cecilia Meireles falecia, vítima de um câncer, dois dias após seu aniversário de 63 anos. Até hoje as obras de Cecília são referências pela linguagem fluida e de grande força. Além disso, propôs a certeza do transitório e a reinvenção da vida.

 

Vamos conhecer um pouco mais?


Os primeiros contatos de Cecília com a literatura aconteceram cedo. Em 1910, na Escola Estácio de Sá, ela conclui os primeiros estudos e recebe de Olavo Bilac, uma medalha de ouro pela conclusão do curso com “distinção e louvor”. Em 1917, Cecília Meireles começa a exercer o magistério primário em escolas oficiais do Rio de Janeiro.

Aos 18 anos, em 1919, ela publica seu primeiro livro de poesias, Espectros. Seguiram-se “Nunca mais… e Poema dos Poemas”, em 1923, e “Baladas para El-Rei, em 1925. Mas, foi outro livro que deu destaque a Cecília Meireles. Criança meu amor, publicado em 1923, é prosa poética que se tornou leitura obrigatória nas escolas primárias da época pela linguagem essencial para a formação dos pequenos.

No fim da década de 1920, Cecília Meireles publicou em Portugal o ensaio O espírito virtuoso, em que fez uma defesa vigorosa do simbolismo e da supremacia do particular sobre os ideais coletivos. Suas crônicas sobre a educação defendem uma postura humanista, distante dos valores pragmáticos do século XX.

A autora também teve uma participação importante na imprensa brasileira. Além de escrever diversas crônicas, durante um ano, ela assinou uma página diária sobre os problemas da educação no Rio de Janeiro da década de30, no Diário de Notícias. Colaborou também no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico. Em 1935, passou a lecionar literatura luso-brasileira e técnica e crítica literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ).

Em 1951, aos 50 anos, Cecília Meireles se aposentou das suas funções da Educação, mas jamais deixou de estar ligada ao ensino. Desta forma, começou a fazer campanhas em programas culturais e ministrou uma série de conferências sobre a poesia e a literatura brasileira nas escolas. Por conta de seu trabalho foi inúmeras vezes premiadas.

 

“A noção e o sentimento de transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade” 

Para facilitar os estudos literários, Cecília Meireles é considerada uma escritora modernista da segunda geração. De fato, o era. Mas sua obra teve forte influência do simbolismo, principalmente em relação à temática que valoriza a intuição e a sensibilidade e vê a emoção como a melhor maneira de interpretar o mundo.  Por conta desses elementos, alguns estudiosos a posicionam como neossimbolista, porém o misticismo de Cecília não se volta para o mundo. A escritora navega a uma região abstrata, contada pela visão do silêncio e do nada.

As formas da poesia de Cecília são reconhecidas por sua simplicidade e abordam temas cotidianos como o amor, o tempo, a vida e a fugacidade das coisas. Além disso,há grandes elementos da natureza, valorizando principalmente as belezas brasileiras – característica tipicamente modernista.

Cecília Meireles surpreendeu seus leitores quando, em 1953, publicou o Romanceiro da Inconfidência, poema épico em que relata a história de Minas, desde a colonização até a Inconfidência Mineira, no século XVIII. Mesmo a temática política, porém, lhe serve de motivo para uma densa reflexão filosófica.

 

Saiba mais

Confira o documentário produzido pela TV Brasil sobre a vida e a obra de Cecília Meireles. O material pode ser utilizado em sala de aula ou até mesmo como indicação de complemento para os alunos.

 

A música Canteiros, do cantor Fagner é baseada no poema homônimo de Cecília Meireles. A letra foi por muito tempo censurada pelo governo ditatorial brasileiro:

 

No Portal Moderna Digital, os professores podem conferir um material complementar sobre as características da segunda geração do Modernismo, a qual Cecília Meireles fazia parte.

 

 

Os 99 anos de Jorge Amado

Boa tarde, pessoal!

As pessoas são eternamente lembradas por aquilo que fazem em vida. Alguns se destacam nos esportes, outros são lembrados por prêmios e pesquisas médicas e alguns por coisas ruins, mas todos são imortalizados por suas obras.

A Literatura brasileira está repleta de exemplares de imortais. Muitos foram os que revolucionaram suas épocas e tornaram-se eternamente vivos por seus livros. Sem dúvida, um grande exemplo da imortalidade literária foi o baiano Jorge Amado, que completaria 99 anos hoje.

Jorge Amado nasceu em Itabuna (BA) em 10 de agosto de 1912. Sua obra ficou famosa também pelas adaptações para televisão e para o cinema. Desta forma, sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela , Cravo e Canela, Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres são algumas de suas criações.

Seus livros foram traduzidos para quase 50 idiomas e suas histórias são lidas em 55 países em todo o mundo. Em 1994, Jorge Amado recebeu o Prêmio Camões, uma espécie de Prêmio Nobel da Língua Portuguesa.

Veja uma breve biografia do autor:

A Editora Moderna em parceria com Myriam Fraga, Diretora Executiva da Fundação Casa de Jorge Amada desde 1986, criaram o livro Jorge Amado – pra jovens. A autora fala um pouco sobre o autor, suas glórias, algumas dificuldades encontradas pelo caminho e uma análise de algumas obras.

Jorge Amado

Autor: Myriam Fraga

Trabalho interdisciplinar: Português

Indicação: 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)

Tema transversal: Pluralidade Cultural

Formato: 20,50 X 24,00

Número de páginas: 48

 

Academia Brasileira de Letras

Em 6 de abril de 1961, Jorge Amado foi eleito para ocupar a cadeira 23 (antiga cadeira de José de Alencar) na Academia Brasileira de Letras. Para homenagear e retratar os casos dos imortais da ABL escreveu Farda, fardão, camisola de dormir, que narra o formalismo da entidade e a senilidade e conservadorismo de seus membros.

 

As novelas, os filmes e as séries

Dona Flor e Seus Dois Maridos

Gabriela

Tieta do Agreste

Morte

Veja a homenagem prestada pela Rede Globo no dia 06 de agosto de 2001, na ocasião de sua morte aos 88 anos. Na época, o Jornal New York Times afirmou que Jorge Amado era o Pelé da Literatura. Afinal, quem é rei, nunca perde a majestade.

Fundação Casa de Jorge Amado

A Fundação Casa de Jorge Amado é uma organização não-governamental e sem fins lucrativos cujo objetivo é preservar, pesquisar e divulgar os acervos bibliográficos e artísticos de Jorge Amado, além de incentivar e apoiar estudos e pesquisas sobre a vida do escritor e sobre a arte e literatura baianas. A Casa de Jorge Amado tem também como missão a criação de um fórum permanente de debates sobre cultura baiana – especialmente sobre a luta pela superação das discriminações raciais e sócio-econômicas.

Para manter viva a memória do escritor – que já teve seus livros publicados em 60 países – desde que foi inaugurada, a Casa de Jorge Amado conta com uma exposição permanente de documentos, fotografias, livros, suas apropriações populares, adaptações e objetos relacionados. Também estão expostos prêmios recebidos por Jorge e fotos tomadas por Zélia Gattai, documentando o dia-a-dia do autor.

Atualmente, a Fundação Casa de Jorge Amado já é considerada um ponto de referência na geografia cultural de Salvador.

Saiba mais acessando o site oficial da entidade:

http://www.jorgeamado.dreamhosters.com/?lang=pt

A Hora e a Vez do Vestibular

Ainda comemorando a semana da Língua Portuguesa, a sugestão hoje é o projeto A Hora e a Vez do Vestibular, coordenado pelo Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, em parceira com Bibliotecas Públicas e o Centro Cultural São Paulo.

Em todos os sábados, os espaços recebem professores de literatura que analisam e discutem as nove obras da literatura brasileira exigidas nos principais vestibulares de São Paulo.

Durante os encontros, os especialistas dão palestras seguidas de debates sobre a literatura brasileira, de maneira geral, contextualizando as obras, os autores e a época em que eles viveram com as principais dúvidas que são levantadas no vestibular.

A participação é gratuita, mas são apenas 100 vagas, não havendo a necessidade de inscrição prévia. Os ingressos deverão ser retirados gratuitamente na bilheteria somente na semana de cada palestra (de terça a sexta, das 10h às 22h).

Confira a programação completa no site da Prefeitura

 

SERVIÇO:

Centro Cultural São Paulo

Endereço: Rua Vergueiro, nº 1.000 – Paraíso

Tel.: (11) 3397-4037

Inscrições por palestra: da sexta-feira anterior até a quinta-feira da semana da palestra, podendo encerrar antes caso as vagas sejam preenchidas.

Os interessados devem mandar um email com nome e RG para ahoraeavezdovestibular@gmail.com e aguardar o e-mail resposta. Esta resposta deverá ser impressa e trazida no dia da palestra e apresentada juntamente com o RG.

Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso.

Endereço: Avenida Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha.

Tel.: (11) 3984-2466 – r. 32

E-mail: inscricoes.ccj@gmail.com ou pessoalmente de terça à sábado, das 10:00 às 20:00 e domingos e feriados das 10:00 às 18:00

Informações: Divisão de Ação Cultural Educativa – tel. 3397-4037 – Sábados, das 10h30 às 12h30 – Sala Lima Barreto

Bibliotecas Públicas

Não é necessário se inscrever com antecedência.