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Eça de Queiros: o rei do Realismo português

Boa tarde, galera!

Hoje vamos homenagear um ícone da Literatura portuguesa: Eça de Queiros. Falecido em 16 de agosto de 1900, em Paris, o romancista foi uma dos maiores precursores do Realismo em Portugal. Foi no final do século XIX que José Maria Eça de Queiros surge no contexto literário português. Discípulo do francês Gustave Flaubert, Eça de Queiros marcou seu nome na história da Literatura mundial com seus romances de temas cotidianos, linguagem irônica, direta e com senso de humor inteligente. Ficou conhecido também pela descrição de locais e análise de comportamento e caráter, repleto de pessimismo, que também marcaram a obra de Machado de Assis, outro autor bastante conhecido por nós.

Nascido em 25 de novembro de 1845, em Póvoa de Varzim, Eça de Queiros foi amigo de Antero de Quental, a quem é atribuído o início do movimento realista. Os dois se conheceram na Universidade de Coimbra e fizeram uma série de trabalhos juntos, inclusive alguns artigos para jornais e revistas. Apesar de não ter participado diretamente da “Questão Coimbra”, em 1865, que envolveu Antero de Quental e Teófilo Braga contra a crítica de Visconde de Castilho, da escola romântica, Eça de Queiros também participou da “Escola de Coimbra”, que ‘fundou’ o realismo.

Depois da faculdade, continuou seus trabalhos no jornalismo e trabalhou por muito tempo no Oriente. Em 1871, participou das “Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense” – nova etapa da campanha que implantou em Portugal as novas perspectivas culturais do Realismo falando sobre o “Realismo como nova expressão da arte”.

Os literatos apontam Eça de Queiros como o maior ícone da prosa realista em Portugal. Em suas obras, estabeleceu acima de tudo uma visão crítica da realidade e afastou-se do estilo clássico, escrevendo de maneira mais simples, através de frases mais curtas, impactantes e com diferentes combinações de palavras menos rebuscadas. Introduziu os neologismos na literatura e fundamentou a prosa moderna da Língua Portuguesa.

Confira o material disponibilizado no site Moderna Digital, que explica como começou o realismo em Portugal. Antero de Quental, junto com Eça de Queiros e Teófilo Braga, são os principais ícones do movimento naquele país.

 

 

MODERNA DIGITAL  - Realismo

No livro de Literatura da coleção Moderna Plus, as autoras Maria Luiza Abaurre e Marcela Pontara, utilizam um material complementar para explicar o contexto histórico do Realismo em Portugal. Veja material, inserido na Parte II, Unidade 5, Capítulo 19, página 398:


Eça de Queiros: Obras de destaque

O Primo Basílio (1878)

Um dos mais famosos romances de Eça de Queiros, O Primo Basílio conta a história do casal burguês lisboeta, Jorge e Luísa, que tem seu casamento abalado com a chegada de Basílio, primo de Luísa e uma antiga paixão da moça. Enquanto Jorge viaja, Basílio e Luísa se tornam amantes e são descobertos pela criada da casa, Juliana, que passa a subornar a patroa em troca de seu silêncio. Em meio a personagens bastante estereotipados da burguesia portuguesa da época, Luísa, que adora histórias românticas, se vê abandonada por Basílio e em uma situação delicada dentro de sua própria casa.

O primo Basílio – 2ª edição

Coleção Travessias

Autor: Eça de Queiros

Faixa etária: A partir de 15 anos

Indicação: 1º Ano (EM), 2º Ano (EM), 3º Ano (EM)

Assunto: Análise psicológica, Crítica social, EJA, Relações familiares, Sátira

Tema transversal: Ética

Número de páginas: 304

 

 

 

 

Recentemente, o diretor brasileiro, Daniel Filho, transcreveu a história de O Primo Basílio para o cinema. Vale a pena conferir:

A Cidade e as Serras (1901)

Conhecido como um exímio prosador, algumas das obras mais famosas do Realismo e solicitadas no vestibular, como “A Cidade e as Serras”, são de sua autoria. Publicada em 1901, o livro é uma obra póstuma, organizada pelo filho de Eça de Queiros, e faz um paralelo entre a vida urbana e a vida rural. O autor destaca os aspectos negativos do progresso técnico do final do século XIX e tenta provar que o homem só é feliz longe da civilização. Por isso, a temática mais forte da obra é contra a ociosidade dos que têm dinheiro na cidade, e sua vida burguesa, ou seja, o acúmulo irrefletido de dinheiro.

 

O crime do Padre Amaro (1876)

O Crime do Padre Amaro foi o primeiro livro publicado por Eça de Queiros. O enredo gira em torno de Amaro Vieira, um rapaz lisboeta, filho de um casal que trabalhara para o marquês de Alegros. Fica órfão ainda pequeno e é cuidado por uma marquesa que um encaminha para a vida eclesiástica. A vida rica dada pela marquesa tornou o pequeno Amaro, um jovem fraco física e psicologicamente, o que faz com que aceite a condição que lhe foi imposta. Porém, tudo muda quando ele vai para Leiria, uma cidade no interior, e começa a se envolver com a jovem Amélia, bastante cobiçada pelos homens da região.   O cinismo e a imoralidade dos colegas (cônego Dias, padre Natário, padre Brito), que vivem a explorar a ingenuidade e a mente supersticiosa dos fiéis, amortecem a consciência de Amaro, que acaba como eles, não hesitando em satisfazer seus desejos pessoais à custa daqueles a quem deveria servir de guia espiritual e moral.

O crime do padre Amaro – 2ª edição

Coleção Travessias

Autor: Eça de Queiros

Faixa etária: A partir de 15 anos

Indicação: 1º Ano (EM), 2º Ano (EM), 3º Ano (EM)

Assunto: Amor, Crítica social, EJA, Hipocrisia, Religião

Tema transversal: Ética

Número de páginas: 320

 Civilização e outros contos (1902)

Ainda como parte da organização póstuma das obras de Eça de Queiros, foi lançado o livro Civilização que concentra sete contos do autor. Outros contos, junto com artigos e folhetins foram publicados em 1903, no volume Prosas Bárbaras. Os contos apresentam grande variedade temática, exemplificando as diversas preocupações do autor ao longo de sua vida literária. Assim, temos o conto “O tesouro”, de inspiração medieval, em que não falta o gosto pelo desenlace trágico. Na linha acentuadamente naturalista, temos “No moinho”. O famoso conto “Suave milagre” é quase um poema em prosa e, por trás da narração de um milagre de Jesus, que socorre uma criança miserável, pode-se perceber a visão crítica de Eça sobre a Igreja Católica, preocupada com os poderosos e esquecida dos pobres e humildes. Em “Entre a neve”, por outro lado, do céu indiferente cai uma nevasca que destrói o homem. O conto “Civilização”, que, mais tarde, ampliado, dará origem ao romance A cidade e as serras, tematiza, com toques satíricos, a oposição vida urbana/vida rural. Os dois outros textos, “Singularidades de uma rapariga loura” e “José Matias” trazem uma fina análise psicológica e social.

Civilização e outros contos – 2ª edição

Coleção Travessias

Autor: Eça de Queiros

Faixa etária: A partir de 15 anos

Indicação: 1º Ano (EM), 2º Ano (EM), 3º Ano (EM)

Assunto: EJA, Não classificado

Tema transversal: Ética

Número de páginas: 96

 Os Maias (1888)

Considera a obra-prima de Eça de Queiros, os Maias conta a história de três gerações da família Maia, uma das mais tradicionais de Portugal. Em 1875, Afonso da Maia, nobre e rico proprietário, se instala no Ramalhete e seu único filho, Pedro da Maia se casa com a filha de um antigo negreiro, Maria Monforte, contra a vontade do pai. O casal tem um casal de filhos e a jovem Maria Monforte foge com um príncipe italiano, levando consigo a filha de quem Pedro nunca mais ouve falar. O pequeno Carlos Maia viria a ser entregue aos cuidados do avô, após o suicídio de Pedro da Maia, devido ao desgosto da fuga da mulher que tanto amava.

Carlos cresce e se torna um médico em Coimbra. Após sua formatura, ele retorna ao Ramalhete e conhece a jovem Maria Eduarda com quem mantém uma relação amorosa. Com o passar do tempo, ele descobre que Maria Eduarda é a sua pequena irmã.

A Rede Globo transmitiu uma minissérie baseada na história de Eça de Queiros, em 2001.

Confira uma cena:

Abertura Os Maias – Rede Globo (2001)

 

Usando as redes sociais para falar com os alunos

O jornal Estado de S. Paulo, em uma matéria do dia 26/04, mostra como professores tem usado ferramentas de mídia social, como o Twiiter e o Facebook, para falarem com estudantes. Esta matéria traz exemplos de educadores que criaram blogs, como o professor Dulcídio Braz Júnior, de São João da Boa Vista (SP), criador do blog “Física na veia”, considrado o melhor blog em português de 2010, segundo o grupo de mídia alemão Deutsche Welle.

Além deste blog (pnld.moderna.com.br), voltado a escolas públicas e ao PNLD, a Editora Moderna está presente nas redes sociais com outro blog, o redes.moderna.com.br, onde publicamos informações relacionadas à educação, dicas de eventos, de aulas e planos de ensino.

Possuímos também duas Comunidades, ambas aberta à participação de educadores (da rede pública e particular), além de propiciar o estreitamento de laços entre nossos consultores, com os professores e escolas, buscamos ampliar nossa estrutura de apoio. Mais que uma rede social, estabelecemos uma rede de trabalho, de intercâmbio e crescimento mútuo.

Alguns dos autores da Editora Moderna também estão presentes na rede mundial. O prof. Nicolau – co-autor dos livros “Os fundamentos da Física” e “Moderna Plus”, possui um blog: fisicadonicolau.moderna.com.br que ajuda os alunos com cursos on line de física, dá dicas e atividades extras para provas. O prof. Eduardo Canto – autor de: “Moderna Plus”, “Ciências Naturais – Aprendendo com o cotidiano”, entre outros, possui um site (http://professorcanto.com.br) onde escreve boletins para professores e alunos com informações atualizadas de Ciências e Química para professores e alunos.

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