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Sinceridade demais é falta de educação!

 

Há algum tempo o conceito de assertividade tem sido exaltado como uma qualidade muito desejável para qualquer pessoa e, especialmente, para os profissionais no ambiente corporativo.

 

Como definição geral, a assertividade implica no: direito de dizer o que pensa e deseja, com respeito aos outros, da forma mais direta possível para atingir um objetivo específico.

 

Algumas pessoas acabaram entendendo este conceito pela metade, imaginando que ser assertivo é dizer tudo o que lhe vem à cabeça, em qualquer circunstância e a na hora que mais lhe convier.

 

Este é um uso completamente equivocado da assertividade e, em boa parte das situações, é responsável por um “suicídio profissional”, especialmente quando a pessoa se expressa de forma agressiva e no momento errado.

 

Pense na seguinte situação: você está participando de um brainstorming (tempestade de ideias), e um dos integrantes sugere algo que não condiz com o projeto, e você no mesmo momento expressa que esse integrante “viajou” e impede dele concluir a ideia.

 

É claro que todos temos o direito de pensar qualquer coisa sobre qualquer assunto, mas isto não significa que o pensamento deve ser externalizado. Isso pode prejudicar o relacionamento em grupo, e até mesmo, bloquear uma pessoa de expor suas ideias e opinões.

 

Relembrando o conceito de assertividade, o respeito pelo outro faz parte dessa lógica e para saber até onde você deve e pode ir com o seu pensamento, faça uma simples pergunta a você mesmo: “é relevante que eu diga isto para atingir um objetivo específico?” Caso a resposta seja não, jamais diga o que pensou. Guarde para você.

 

Outro fator importante que muitos se esquecem é “da forma mais direta possível”. Quer dizer que existe um momento certo para se expressar e ele nem sempre corresponde ao aqui e agora. Imagine o seu gestor em um dia em que ele é questionado firmemente pelo Conselho de Acionistas e você decide entrar na sala dele para pedir uma promoção e um aumento salarial.

 

Qual você imagina que será o desfecho deste pedido? Muito provavelmente custará o seu emprego, apenas e tão somente pela inadequação do momento e da forma. Aguarde o instante mais adequado para compartilhar suas ideias e lutar por suas reivindicações. Caso contrário você pode se tornar uma pessoa demasiadamente assertiva, sem emprego e sem amigos.

Ter um hobby melhora seu lado profissional

 

Trabalhar é fundamental, mas não pode ser a única ocupação do ser humano. Para uma vida mais saudável é preciso mesclar o tempo entre os compromissos profissionais e as atividades que permitem direcionar o físico e a mente para o combate ao estresse.

 

Uma agenda superlotada de responsabilidades tem se tornado constante, não só para altos executivos, mas também para líderes de média gerência e funcionários administrativos. O que muitos não percebem é que se não forem reservados espaços de tempo para se envolver com algo que desligue a mente profissional, a produtividade e a criatividade ficarão comprometidas.

 

Muitos se dedicam a um hobby, outros à prática de esportes, alguns se voltam para a leitura, para a culinária, entre várias alternativas. As opções são muitas, mas o mais importante é fazer algo com o qual você se identifique de verdade e que lhe dê prazer.

 

O que é muito interessante é que essas atividades paralelas ao trabalho proporcionam ensinamentos complementares que serão levados ao cotidiano e transformam o praticante em um profissional muito melhor.

 

O presidente da Unisys – empresa de tecnologia, Maurício Cataneo, tem se dedicado seriamente ao judô, uma paixão que ele cultiva há muito tempo. Só que agora, com mais maturidade, ele percebeu que esta arte marcial lhe oferece alguns aprendizados que ele aplica integralmente na sua empresa: resistência e resiliência, para suportar os golpes, cair e seguir em frente; foco, para atingir seus objetivos apesar das dificuldades; e estratégica, para utilizar a força do adversário para definir seus próprios contragolpes.

 

Com a prática de esportes coletivos aprende-se a atuar de forma colaborativa em equipe, nos jogos de mesa incorporam-se os raciocínios abstratos, nas atividades radicais acostuma-se a administrar os riscos e com os trabalhos manuais entende-se qual o poder que está por trás da concentração e da disciplina.

 

Portanto, dedicar parte do seu tempo a compromissos com você mesmo não é apenas uma forma de cuidar da sua saúde física e mental, mas também de levar para a sua profissão comportamentos positivos que ajudem a desenvolver sua carreira.

Decida sua vida antes que outros o façam

 

Há vários anos, o escritor e futurologista norte-americano, Alvim Tofler, fez uma afirmação provocante: "ou você tem uma estratégia, ou é parte da estratégia de alguém".

 

Esta reflexão vale para os negócios e para a vida pessoal. Você tem uma estratégia para o seu futuro? Pelo menos sabe onde quer chegar, quem vai se tornar e o que representa felicidade para você?

 

Boa parte das pessoas nunca parou para pensar nessas questões e entrega seus destinos ao absoluto acaso. Quer você planeje os próximos anos ou não, certamente algumas coisas acontecerão, mas talvez não as que você gostaria, da forma como poderia e nem na velocidade mais adequada.

 

Sabe porque? Não decidir nada já é decidir. E as consequências serão inteiramente suas, quer sejam positivas ou negativas. Portanto, que tal começar a pensar na vida que você quer ter e estabelecer como vai chegar lá?

Segundo os coachs de carreira, o que mais impacta nossa vida são os comportamentos que assumimos de forma sistemática e não aqueles que adotamos esporádica e intempestivamente. As ações costumeiras, que fazemos por hábito e por comodismo, trazem mais consequências negativas do que positivas para o futuro.

 

Este processo é comandado por um poder que todos temos, mas nem sempre assumimos de forma consciente: a decisão. A todo instante nos vemos diante de decisões que são tomadas hoje e interferem diretamente no que nos acontecerá daqui algum tempo.

 

Os momentos de maior solidão do ser humano são exatamente aqueles em que é necessário assumir uma decisão. Você pode se aconselhar com muitas pessoas, mas decidir não se pode delegar a ninguém e sobrecai apenas em nossas costas. Por isso tanta gente transfere para outros a decisão que deveriam tomar.

 

Assuma a responsabilidade que você tem com a própria vida e o seu futuro, decidindo o que é necessário todos os dias. Mas lembre-se: há duas maneiras para decidir o que quer que seja: por convicção ou por medo.

 

Quando somos orientados pelo medo, por exemplo de perder o emprego, de romper um relacionamento, de desagradar um amigo ou desapontar o gestor, não temos estrutura emocional para lidar com eventuais prejuízos provocados pela nossa escolha.

 

No entanto, quando a decisão é baseada na convicção de que você está fazendo o melhor para você e para sua vida, ainda que as consequências sejam negativas, seu poder interno estará preservado para dar a volta por cima, planejar novos caminhos e seguir adiante.

 

Pense nisso e decida com convicção. Certamente você chegará mais facilmente aos objetivos que você traçar para a sua felicidade pessoal e profissional.

O pensamento disruptivo pode destacar você

 

Quando se fala em pensamento disruptivo, muitas pessoas imaginam que ele está relacionado à invenção de algo absolutamente inédito ou à descoberta de alguma coisa jamais vista anteriormente por outros olhos humanos.

 

Essa definição equivocada pode parecer apenas um desconhecimento do termo, mas é mais preocupante do que isso. Ela interfere diretamente nas suas atitudes dentro da empresa e frente dos desafios que a sua profissão lhe proporciona diariamente.

 

De acordo com Clayton M. Christensen, professor da Universidade de Harvard e criador da Teoria da Inovação Disruptiva, ela acontece quando algo transforma um produto ou um serviço oferecido ao mercado, de forma a incorporar a eles três características fundamentais: simplicidade, conveniência e acessibilidade.

 

É mais fácil entender com um exemplo concreto: o Uber revolucionou o mercado de transporte público, sem inventar nada absolutamente novo. Ele apenas reuniu tecnologias já disponíveis e colocou-as a serviço da população de forma simples, conveniente e acessível a todos.

 

Agora analise a utilização que você faz das soluções tecnológicas ao alcance das suas mãos. Você utiliza 100% dos recursos oferecidos pelo seu celular? Sabe realizar o cálculo de juros compostos e desenhar mapas no Excel? Desenvolve apresentações com efeitos especiais no Power Point? Conhece todas as facilidades da sua smart TV?

 

Alguns especialistas afirmam que os usuários não utilizam mais do que 10% de todas as alternativas que os dispositivos digitais podem oferecer.

 

Talvez você utilize mais. No entanto, é provável que não tenha o hábito de pensar de forma disruptiva sobre o seu dia-a-dia no trabalho, procurando enxergar nos processos rotineiros aplicações mais simplificadas, convenientes e acessíveis a todos.

 

Imagine como sua carreira pode deslanchar dentro da empresa, a partir do seu hábito de pensar diferente as mesmas coisas: produtos, serviços, atendimento, pós-venda, relacionamentos e muito mais.

 

Não se trata de criar um novo produto, mas como torná-lo mais barato e com novas utilidades para o consumidor. Não é preciso pensar em uma tecnologia diferente, mas como utilizar a que existe de maneira diferenciada, com simplicidade e maior conveniência.

 

Para raciocinar e agir de forma disruptiva o caminho é razoavelmente simples. Faça constantemente uma pergunta a você: “Existe uma maneira melhor para fazer isso?”

 

Já pensou nisso antes? Pois então comece a pensar agora para se destacar na profissão e facilitar a sua vida cotidiana.

Como praticar a etiqueta corporativa

 

“Tenha modos, menino!“ Esta é uma expressão antiga que os avós ou os pais costumavam dizer às suas crianças, na tentativa de que elas se comportassem de forma adequada ao ambiente em que estavam.

 

No universo das empresas esta adequação é conhecida como etiqueta corporativa. A principal diferença é que nas organizações ninguém ficará correndo atrás de você para dar orientações de como se portar. Você é quem precisa saber quais os melhores comportamentos para ser bem visto pelos seus gestores.

 

Para facilitar sua adaptação, seguem algumas dicas importantes:

 

• Entenda qual é a cultura da sua empresa: formal, informal, conservadora, moderna, focada na produção ou no atendimento ao público. Você deve incorporar estas características na sua forma de agir para não ser visto como um peixe fora d’água

 

• Vista-se de acordo com o ambiente, sem deixar de ser você. Para isso, use algo mais clássico se a situação exigir, acrescentando algum detalhe que tem o seu jeitão de ser

 

• Evite exageros de qualquer natureza, como decotes profundos, calças muito justas, camisetas coladas ao peito, pulseiras e gravatas extravagantes, sapatos sociais sem meia ou bonés esportivos

 

• Mantenha os cuidados com a sua higiene pessoal todos os dias: unhas bem cuidadas, cabelo penteado, barba aparada, roupa limpa e óculos lavados

 

• Valorize o seu tempo e o dos outros. Respeite os horários combinados, tanto de reuniões, quanto de entrada e saída no trabalho. Quando você se atrasa, além de evidenciar sua falta de compromisso, também representa que você não atribui a menor importância ao tempo dos seus pares

 

• Administre suas emoções. Evite ter rompantes de raiva ou descontrole diante dos problemas que surgirem. Algo muito valorizado pelas empresas é a resiliência, ou seja, a capacidade de lidar com grandes desafios e enfrentá-los de forma madura, sem desistir

 

• Cultive relacionamentos. Ainda que muitos deles sejam difíceis porque você não se afina muito bem com algumas pessoas, isto não deve ser motivo para criar distanciamentos. Você precisa encontrar uma forma de separar os profissionais dos problemas, para se mostrar acima das diferenças e dedicado ao entendimento.

 

Pratique estas regras básicas de etiqueta corporativa no seu dia-a-dia e você encontrará mais facilidade para se desenvolver dentro de qualquer organização.

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